Escorpião

O meu nome vulgar: Chamo-me Escorpião

O meu nome científico é: Euscorpius flaviaudus

 

Como sou: 
Posso medir até 20 cm e durar de 3 a 5 anos. Sou considerado um animal perigoso, pois tenho duas garras ou pinças muito desenvolvidas que me servem de defesa. A minha picada, embora suficientemente tóxica para matar muitos invertebrados, não é prejudicial ao homem, podendo no máximo produzir uma dor semelhante à de picada de uma vespa.

Porém, algumas espécies possuem veneno suficientemente tóxico para matar um homem. Existem algumas espécies do deserto do Saara que têm o veneno capaz de matar um cão em aproximadamente sete minutos e, um homem em seis ou sete horas.

Como e onde vivo: 
Sou um animal de terra firme, habitante das regiões quentes e temperadas da Terra, dou preferência aos ambientes mais árido onde ocorram uma grande diversidade de espécies. Vivo sob pedras, madeiras, troncos podres . Gosto de viver nas proximidades das residências humanas onde me escondo no entulho, em madeiras empilhadas; mas também frequente encontrares-me junto às linhas de comboio ou escondido sob as lajes dos túmulos.

Como me alimento:
Sou um animal carnívoros e de hábitos nocturnos, alimentando-me principalmente de insectos e de aranhas, podendo também ocorrer o canibalismo, principalmente em cativeiro. Posso jejuar por tempo prolongado, armazenando alimento nos divertículos do hepatopâncreas. Observações em cativeiro registram um jejum de até 23 meses. Localizo a minha presa com o auxílio de pêlos sensoriais, as tricobotrias, que estão situadas principalmente nos palpos e que são sensíveis ao menor movimento do ar, pois a minha visão é pouco desenvolvida.

Como me reproduzo:
Antes do acasalamento, o macho e a fêmea agarram-se pelas pinças, fazendo uma estranha dança. Quando tudo termina a fêmea frequentemente come o macho. O período de gestação é de alguns meses a até um ano, pondo a minha fêmea cerca de 50 ovos.

Os meus filhotes nascem envoltos numa membrana da qual saem sozinhos ou ajudados pela mãe, e imediatamente sobem para cima do dorso do abdómen da mesma onde permanecem até a primeira troca de pele.

Porque estou em vias de extinção:
Estou em vias de extinção porque o meu habitat está a ser destruído e a crença de que posso envenenar o ser humano leva a que este ao ver-me, me mate.

O que podes fazer para me salvar:

Tentar informar as pessoas sobre mim e sensibiliza-as para a preservação da minha espécie.

Trabalho realizado por Francisco Caldeira- 4º ano