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Texugo
O meu nome vulgar:
Chamo-me Texugo
O meu nome científico é: Meles meles
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Como sou:
Sou facilmente
reconhecido pelas minhas cores na cabeça. Tenho uma cabeça pontiaguda
que termina num focinho semelhante ao do cão, os meus olhos são
pequeninos e têm uma forma amendoada, as orelhas, arredondada, com as
extremidades bordadas a branco, estão frequentemente deitadas para trás.
Tenho o corpo
comprido, com formas maciças. A minha pelagem cinzenta é espessa e toma
a tonalidade de vermelho quando me movimento. A minha cauda é curta e
farta.
Emito uma secreção
malcheirosa que afasta todos os agressores.
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Como e onde vivo:
Sou um animal muito
conhecido pela fidelidade à minha toca, tendo os arredores da mesma as
marcas evidentes da minha presença.
Vivo nas orlas dos
bosques, próximo de uma nascente.
A entrada da minha
toca é um túnel em forma de escorrega. Todos os anos retiro terra da
minha toca de modo a poder aumentá-la.
O quarto onde vivo
está guarnecido por uma confortável cama de vegetais secos: ervas, musgo
e folhas. Esta cama é renovada várias vezes por ano.
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Como me
alimento:
Quando vou caçar
tento sempre ir contra o vento, assim à entrada da toca escuto com atenção,
aspiro o ar, farejo com cuidado os raminhos e a terra em volta da toca,
volto a entrar várias vezes na toca, repito todo o ritual anterior e
finalmente com muita lentidão abandono a minha toca.
Sou um animal que
vejo muito mal, não distingo as cores, por isso qualquer movimento brusco
me faz fugir.
A minha dieta é
feita à base de vermes e larvas que desenterro, mas também gosto de
insectos, raízes, cogumelos, bolotas, bagas, rãs, sapos, espigas.
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Como me reproduzo:
O meu acasalamento
acontece no Verão e as minhas crias nascem de Janeiro a Março. Cada
ninhada tem 2 ou 3 crias, que nascem revestidos de pêlos brancos
misturados com alguns cinzentos.
As crias são
amamentadas pela mãe e posteriormente alimentados com pequenos mamíferos
e vermes que primeiro mastiga.
No outono os
pequenos texugos tornam-se independentes e procuram uma toca para viver.
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Porque estou em vias
de extinção:
Estou em vias de
extinção porque sou vítima dos gases para matar as raposas que por
vezes habitam na mesma toca que eu. Sempre que sinto o cheiro do gás
corro para o fundo da minha toca e por isso morro asfixiado.
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O que podes fazer para me salvar:
Sensibiliza as
pessoas para a não utilização dos gases para matar as raposas,
informa-os que muitas vezes eu moro na mesma toca e morro sem que ninguém
saiba.
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Trabalho realizado por
José
Ricardo Patacas
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