Esquilo vermelho Sciurus vulgaris

O Esquilo é um pequeno mamífero roedor de corpo alongado com cerca de de 25 cm de comprimento. A cauda é comprida e com 22 cm de comprimento, levantada sobre a cabeça em forma de penacho e com pêlos abundantes, dispostos como a rama de uma pena. Os membros anteriores são mais curtos do que os posteriores e apresentam patas com 4 dedos, enquanto que os posteriores têm 5 dedos.
Pesa cerca de 250 gr.
A cor é variável de animal para animal e muda com o clima e estações do ano. No Inverno o pêlo é acastanhado com reflexos ruivos, misturado de cinzento no dorso ou na cabeça. O ventre é branco.
Tem a visão, olfacto e audição muito apurados.

Habita nas florestas, seja qual for a altitude. É um animal muito vivo e ágil, correndo e saltando de ramo em ramo com muita facilidade. É também conhecido pela sua esperteza. Esta espécie é muito comum na Europa, embora também apareça noutros continentes.

Alimenta-se de frutos, sobretudo nozes e pinhões. É muito previdente, pois quando a comida abunda, guarda em buracos das árvores, sob a pedras ou em cavidades que ele próprio escava, alimentos que pode consuumir em períodos de maior escassez, nomeadamente no Inverno.

Durante o tempo quente dorme durante o dia e só sai da toca de madrugada e ao crepúsculo. Pressente as mudanças de tempo , noemadamente , ficando muito inquieto e emitindo um assobio característico, que só emite quando está agitado. Consegue prever as tempestades com 12 horas de antecedência. Assim que o mau tempo começa, recolhe-se à toca.

Reproduz-se duas vezes por ano, a primeira em Março e a segunda em Junho, tendo, da primeira ninhada 2-7 crias e na segunda um número inferior. As crias nascem cegas e assim permanecem nos 9 dias seguintes. A fêmea cuida das crias com o maior cuidado.
Para construirem os seus ninhos usam os mesmos materiais do que as aves, sendo o seu interior atapetado por musgo.

Os seus principais predadores são as raposas, as aves de rapina e as martas. Às duas primeiras escapa com facilidade, escondendo-se em buracos onmde aqueles não podem penetrar. Mas às martas é mais difícil de escapar, pois são igualmente muito ágeis e velozes, trepando com igual facilidade às árvores.

Referências

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Editorial Enciclopédia, Lda