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Um projecto de
intercâmbio educativo através da Internet pode nascer de uma ideia peregrina, de
um tema em estudo na sala de aula, de um tema agregador que funcione como centro
de interesse interdisciplinar, de uma análise de necessidades, de um objectivo
ou resultado que se pretenda alcançar, de uma proposta dos alunos, colegas,
direcção da escola, familiares..., ou simplesmente de um intervalo de tempo que
se queira ocupar com colaboração inter-escolas via Internet, etc.

Tipologia de projectos I
Tenha em consideração que
existem diferentes tipos de projectos de aprendizagem colaborativa que pode
desenvolver através da rede. Estes podem, dependendo das circunstâncias, ser
classificados da seguinte maneira:
| Origem |
Internos (de concepção
própria) ou Externos
(a convite de outro professor / escola / organização).
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| Duração |
Curta (1 a 3 meses), Média
(1 trimestre a 1 ano) ou Longa (1 a 3 anos).
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| Modalidade de
participação |
Individual, Pares,
Pequenos grupos (3 a 6 alunos) ou Grandes grupos (uma ou mais que uma
turma/grupo).
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| Âmbito
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Local, Regional,
Nacional ou Internacional
(envolvendo um ou mais países estrangeiros).
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| Contexto
de desenvolvimento |
Curricular-dentro da
sala; Curricular – fora da sala; Extra-curricular.
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| Tipo
de abordagem |
Disciplinar,
Multidisciplinar, Interdisciplinar, Não disciplinar
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Recursos
telemáticos
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Só um meio (por
ex:
correio electrónico) ou multimeios
(diferentes meios ou uso de
plataformas de telecolaboração).
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Tipologia de projectos II
Podemos ainda considerar outras tipologias de projectos, baseadas em actividades de aprendizagem que proporcionam a construção de conhecimento e que fazem uma aproximação às competências a desenvolver pelos
alunos:
| Pesquisa e intercâmbio de informação |
Identificação, comparação
e classificação de dados (textos, desenhos, fotos) em várias fontes.
Informação do tipo: receitas, costumes e tradições, canções, jogos
tradicionais, etc. Elaboração e análise colectiva de uma base de dados.
Competências: Identificação, reconhecimento Análise e síntese,
comparação e classificação contextual, tratamento de informação.
Leitura, planificação da escrita, composição e revisão de textos.
Ex: Iberoculturas - http://www.xtec.es/~nlorenzo/ibero/
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| Resolução de problemas / Investigação |
Investigações
científicas na sala ou acompanhadas a partir daí; problemas de
Matemática, Física, ambientais, humanitários, direitos; Concursos
ou desafios; Role playing; Webquests; Simulações,
...; Pode ser proposta uma situação, uma tarefa, uma hipótese
ou problema, e os alunos procuram recursos, estratégias ou
fontes de informação para o solucionar.
Competências: Observação sistemática, levantamento e
validação de hipóteses (argumentação, justificação,
explicação, crítica), síntese e generalização de
resultados; partilha e capitalização de conhecimentos.
Ex: Raízes - http://www3.educom.pt/educom2/proj/recta/ |
| Edição e publicação |
Planificação e composição
colectiva de periódicos (notícias, reportagens; entrevistas, inquéritos,...),
boletins temáticos, itinerários turísticos, visitas virtuais, etc.
Competências: Comunicação, interacção, expressão codificada e
compreensão intercultrual. Negociação, divisão de tarefas, e
flexibilização.
Ex: Petit Prince en Euroland - http://www.petit-prince-euro.org
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| Criação “artística” |
Arte,
criatividade, experimentação e inovação. Permite todo o tipo
de projecto, com a obrigação de sugerir formas interactivas de
feedback, ou qualquer projecto colectivo em que haja
produção em grupo (escrita colectiva de contos, por exemplo).
Competências: Criatividade, originalidade, tratamento lúdico
da interacção, criação de contextos mais arbitrários (não
sujeitos a regras) para o projecto.
Ex: Art y Net - http://www.ville-louviers.fr/netdays/ |
Eixo
comum:
Partilha de informação
Comunicação (interpessoal; intragrupal ou intergrupal) síncrona ou assíncrona, local
ou a distância
Apoio de especialistas. |

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| Em primeiro lugar deve
começar por responder, individualmente ou com outros colegas próximos a
um pequeno auto-questionário: O quê? Como? Quando? Onde? Por quê? Para
quê? Com quem? Quanto tempo? Com as respostas a estas perguntas pode
começar a especificar os elementos essenciais para executar o projecto e
analisar criticamente os efeitos e impactos do mesmo.
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Etapa
1:
- Identifique uma ideia;
- Defina os objectivos do
projecto.
Etapa 2:
- Planifique cada etapa e
respectivas actividades;
- Seleccione claramente as
actividades que exijam colaboração telemática;
- Identifique os métodos de
colaboração a distância que vai empregar;
- Inclua (para cada etapa) os
momentos em que tomam lugar as actividades telemáticas, qual a sua duração,
quem participa, qual o papel do professor, quais as tarefas dos alunos - conteúdo
e processo, que recursos vão utilizar,...);
- Verifique se possui os
equipamentos e os programas informáticos necessários ao desenvolvimento de
todas as actividades planificadas;
- Efectue um levantamento das
possibilidades de apoio e financiamento e, eventualmente, proceda a uma
candidatura;
- Reserve parte do tempo de
preparação do projecto para contactar os professores da(s) outra(s) escola(s),
reformular actividades e calendários, testar as tecnologias...
Etapa 3:
- Delineie as formas e fases de
avaliação da aprendizagem e do projecto;
- Defina o que vai fazer com
os produtos e os resultados do projecto;
- Decida acerca dos parceiros
para o seu projecto (país, idioma de trabalho, nível etário e/ou escolar, número
de participantes, área ou áreas disciplinares, classes ou grupos específicos,...)
e sobre a melhor forma de os encontrar e desafiar.
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O guia
para estruturar um projecto (formato .html e .doc), que
apresentamos, é apenas um modelo que, pensamos, pode facilitar a sua tarefa no
momento de conceber um projecto para desenvolver com o apoio da Internet. Sinta
toda a liberdade para introduzir neste guia todas as modificações que possam
particularmente melhorar o processo de criação do seu projecto ou,
simplesmente, adoptar outro modelo.
Modelo
de estrutura de projecto

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- Se é a primeira vez que
pretende que a sua turma estabeleça contacto com outras salas de aula ao redor
do mundo, planifique um projecto com metas específicas, tarefas específicas,
datas específicas e produtos específicos. Quanto mais específico melhor!
- O mais importante na descrição
do projecto é que esta consiga dar aos potenciais participantes uma ideia
concisa e precisa do trabalho a realizar e do que se espera deles (professores e
alunos). Por isso, faça um esforço por descrever com detalhe o que têm de fazer alunos e professores de ambos os grupos
ao longo do desenvolvimento do projecto.
- Uma boa prática consiste em
apresentar ao alunos um anteprojecto
e tomar em consideração as suas ideias, motivações, sugestões. Passar por
este processo pode ser muito importante pois dá-lhe previamente indicações
sobre o interesse e a expectativa que o projecto pode gerar nos jovens
parceiros. Dá também a oportunidade ao professor de discutir com os seus
alunos sobre a pertinência e importância destes intercâmbios telemáticos.
- Se tiver oportunidade,
envolva-se em Círculos de Estudo, Oficinas de Trabalho, Seminários ou Cursos
de formação, em que possa conhecer
experiências e projectos a decorrer nas escolas, bem como reflectir e aprender
um pouco mais, juntamente com outros colegas, sobre telemática em contextos
educativos.
- Pense antecipadamente nos meios
a afectar, nos locais de acesso a esses meios e nos momentos em que
os tem à sua disposição. Só para colocar um exemplo, ter um computador
ligado à Internet não é o mesmo que fazer uso de três, assim como não é o
mesmo usufruir desses mesmos computadores na sala de aula ou no Centro de
Recursos da Escola. As circunstâncias ou requisitos de acesso e utilização
dos meios fazem variar consideravelmente as condições de desenvolvimento de
projectos em rede.
- Faça os possíveis para que
o projecto tenha paralelamente uma componente de troca de materiais por correio
postal. É sempre estimulante receber determinados objectos que seriam
impossíveis de enviar através de fios e satélites.
- Se tiver alguma dificuldade
ou dúvida em relação a algum aspecto da concepção do projecto não hesite
em pedir opinião a colegas mais experientes ou a especialistas em Tecnologias
da Informação e Comunicação em Educação. Uma das principais finalidades do
Núcleo Minerva
e Centro de
Competência Nónio Séc. XXI da Universidade de Évora é a de
prestar apoio às escolas na elaboração e acompanhamento de projectos.
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