3. Participar num projecto


É nesta fase que o projecto se torna vivo e começa a tomar forma. É também nesta fase que o computador é mais utilizado pelos alunos (tanto individualmente como em pequenos e grandes grupos) para pesquisar, tratar, produzir e transferir informação.

Sugestões

- Ao longo do desenvolvimento do projecto, mas muito em especial antes do seu arranque, dedique bastante tempo a debater (usando diferentes meios de comunicação) com o coordenador do projecto e com os professores das outras escolas participantes, detalhes sobre o mesmo. Lembre-se que, nestas circunstâncias de trabalho a distância, deve assumir este diálogo com os parceiros tão naturalmente como habitualmente o faz com o colega da sala ao lado. Lembre-se sobretudo que, gerir um projecto, implica ser aberto e flexível de modo que se possam construir consensos entre os diferentes participantes.

- Teste os equipamentos e os procedimentos tecnológicos (em mais de um computador) e as instruções a fornecer aos participantes, antes de iniciar o projecto. Esta é a melhor forma de prevenir a emergência de problemas inesperados.

- Demoras, imprevistos, dificuldades logísticas, problemas técnicos, podem sempre acontecer durante o desenvolvimento de um projecto. Nestas circunstâncias a melhor regra consiste em informar imediatamente todos os participantes dos problemas surgidos e/ou de quaisquer adaptações necessárias: Neste sentido, convém ter sempre "na manga" uma ou mais formas de comunicação com os parceiros (telefone, fax, outro endereço de correio electrónico,...).

- Problemas quase sempre acontecem, principalmente de ordem técnica! É necessário que as escolas garantam algum apoio técnico (... que pode ser prestado por um professor da escola, liberto parcial ou exclusivamente para essas funções...) para que os professores envolvidos em projectos percam o menor tempo possível a encontrar soluções que são extremamente simples e evidentes para um "expert".

- Por vezes, não é fácil a uma escola formalizar mecanismos internos de apoio às actividades com os computadores ( inexistência de recursos humanos habilitados para o efeito, dificuldades em reduzir ou flexibilizar horários,...). No entanto, a melhor ajuda encontra-se a maior parte das vezes na rede humana e na riqueza de interacções que se conseguem criar entre os professores, quer dentro da escola, quer através da rede electrónica. Trata-se, acima de tudo, de sermos capazes de nos "abrir" e de aprender com os colegas, solicitando e aceitando o seu apoio. Como diz João Correia de Freitas, trata-se, em última análise de "compreender, mas também ajudar a compreender, que a sociedade de amanhã só sobreviverá se todos colaborarmos na sua construção. E porque, cada vez que nos reencontramos com uma comunidade de que nos sentimos parte, há um sorriso que se desenha, sem querer, nos nossos lábios".

- É conveniente que as actividades sejam estipuladas em etapas ou fases, por exemplo, por semanas. Se estas etapas não forem demarcadas começam as dúvidas dos participantes em relação aos passos e o caminho a seguir para desenvolver o tema que se está a tratar.

- Para ultrapassar situações em que é impossível estabelecer ligação à rede, tenha sempre "na cartola" algumas actividades alternativas (consulta de enciclopédias em CD-ROM, utilização de um programa educativo, ...). A melhor solução passa por manter o projecto telemático integrado nas habituais actividades de desenvolvimento curricular, evitando assim que as actividades de sala de aula dependam em demasia ou em exclusivo das actividades colaborativas através da rede.

- Sempre que recebe alguma mensagem ou trabalho de um parceiro confirme, de imediato ou o mais rapidamente possível, a recepção do material. Esta é a melhor forma de os outros ficarem a saber que a informação chegou ao destino. Por outro lado, sempre que envie algo para um parceiro, solicite retorno ou use a função de pedido de confirmação (pedido de recibo de leitura) existente na maior parte dos programas de correio electrónico.

- Recorde os participantes dos prazos estipulados por todos e que devem ser cumpridos integralmente. Uma ou duas semanas de atraso (sem justificação) podem comprometer ou mesmo inviabilizar um projecto que à partida tinha todas as condições para ser realizado com o máximo de sucesso.

- Manter vivo o projecto na sua fase desenvolvimento constitui uma tarefa difícil. Se é coordenador de projecto lembre-se que as suas principais funções passam por: saber em cada momento como evolui o projecto; verificar se os objectivos estão a ser cumpridos; responder a dúvidas ou questões que possam surgir; guiar as diferentes etapas do projecto; despoletar actividades a realizar (previstas, complementares ou alternativas); acompanhar o andamento das actividades; estar atento às interacções dos participantes, de modo que não se deixem de fora elementos / grupos menos activos e para marcar um ritmo mais consentâneo com o plano desenhado.

- Partilhe e divulgue o mais amplamente possível os trabalhos e os resultados do projecto na turma, na escola, outras escolas, na Internet, junto dos familiares e comunidade educativa. Escolha, em cada momento do desenvolvimento do projecto, a melhor forma de o difundir: Placard; Painel; Póster; Folha informativa; Jornal Escolar ou Jornal Local; Rádio; Páginas WEB; Diaporama; Vídeo; Encontro / Congresso; Relatório; Conferência de Imprensa; Exposição; Dia Aberto; ...

- Assegure-se que o projecto culmina em produtos visíveis para os alunos, escola e comunidade. Isso dá aos participantes a grata e real sensação de terem alcançado os objectivos propostos inicialmente e leva os outros colegas, professores, pais, direcção da escola e autoridades locais, a reconheceram a importância de actividades desta natureza.

- Projectos em rede requerem muito trabalho e dedicação. Incentive os seus colegas e alunos, encoraje-os a continuar, dê importância ao seu trabalho e reconheça o seu esforço-extra.



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5- Informação adicional

Projectos Colaborativos em Rede - Sugestões para um projecto bem sucedido