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Na
concepção de um projecto telecolaborativo é fundamental decidir que tipo de
informação (e em que formato) se vai trocar entre os participantes.
Tipos
de informação:
-
textos
- imagens (desenhos, pinturas, fotos, gráficos,...)
- folhas de cálculo
- bases de dados
- pilhas de
hipermedia
- apresentações
electrónicas
- ficheiros de áudio e vídeo
- etc..
Importa
também definir a(s) forma(s) de intercâmbio dos documentos produzidos ao
longo do desenvolvimento do projecto e certificar-se que possui os meios e
os conhecimentos para os enviar, receber e/ou converter.
Formas de intercâmbio:
- mensagens electrónicas
- listas de distribuição de correio electrónico
- ficheiros anexos a mensagens electrónicas
- páginas WWW (como espaço de publicação, organização e recuperação
de trabalhos, materiais e recursos do projecto
- FTP (File Transfer Protocol)
entre servidores
- Grupos de discussão (Fóruns)
- Comunicação em directo: IRC
(Internet Relay Chat), videoconferência, Telefone, Radio Amador CB,...
- Plataformas de trabalho/formação a distância
- Correio postal
- Fax
- Telefone/Telemóvel
- ...
Depois,
é aconselhável que os diferentes participantes no projecto se
certifiquem que possuem o mesmo tipo de equipamentos informáticos, os
mesmos programas e, de preferência, nas mesmas versões. Caso contrário,
é conveniente que, pelo menos, tomem em consideração as precauções
que a seguir descrevemos.
Texto:
Verifique se o seu processador de texto lê correctamente os ficheiros
criados no computador do seu(s) parceiro(s), ou cria ficheiros nesse mesmo
formato.
Verifique também se as versões mais recentes dos programas detectam os
ficheiros das versões mais antigas, e vice-versa. Uma das soluções
passa por enviarem sempre os ficheiros em formato simples (.TXT)
reconhecido por todos os processadores de texto, ou em formato enriquecido
(.RTF) reconhecido pela generalidade dos programas de edição de texto.

Folhas de Cálculo/Base de dados:
Para além dos parceiros poderem decidir enviar os ficheiros sempre num
mesmo formato, podem ainda, caso seja necessário, fazer uma cópia (Copiar-Colar
ou Colar Especial do menu Edição) da folha de cálculo ou lista da base
da dados para um documento de texto, ou ainda gravar (Gravar como...) o
ficheiro em formato de texto simples (.TXT). No entanto, caso o documento
seja gravado em .TXT apenas é gravado em colunas e em linhas o conteúdo
das células, perdendo-se todas as fórmulas e formato de tabelas.
 
Imagens:
Para criar qualquer espécie de imagem para partilhar, é necessário um
programa de edição gráfica, uma câmara digital ou um digitalizador de
imagem. O formato em que se grava um ficheiro desta natureza tem muito a
ver com a utilização a dar a essas imagens. Os formatos actualmente mais
utilizados são aqueles que permitem uma visualização directa da imagem
no corpo da mensagem de correio electrónico e que, ao mesmo tempo, são
reconhecidos por todos os navegadores Internet. Aconselhamos, por isso, o
formato .GIF (para guardar desenhos, gravuras, gráficos,...) e o formato
.JPG (para guardar fotografias).
Compressão de ficheiros:
Os ficheiros de imagem
são habitualmente de um tamanho superior aos ficheiros de texto. Uma boa
prática consiste em comprimir estes ficheiros (e porque não todos os
outros...) antes de os enviar. Este processo proporciona uma transmissão
mais rápida e permite preservar a integridade dos ficheiros. Um bom
programa de compressão / descompressão para PC (Personal
Computer) é o WinZIP. Este programa permite descompactar ficheiros
com os seguintes formatos: ZIP, TAR, ‘Z, GZ, TGZ, CAB, UUencode, Bintlex
e MIME, entre outros. Na ajuda deste programa podemos encontrar um manual
completo que nos explica, passo a passo, todas as tarefas que ele
disponibiliza.
 Ficheiros
em formatos especiais:
Estes ficheiros requerem, na maioria dos casos, que o utilizador possua os
programas em que foram criados. São exemplos, os documentos criados no
Microsoft Publisher, no PageMaker, no HyperStudio.
Alguns documentos podem ser gravados em formato auto-executável, o que
permite que qualquer computador (com as especificações mínimas de
instalação do programa) os possa ler. São exemplos os documentos
criados em editores de linguagens de programação como o Mega Logo,
Visual Basic, Java. No entanto, como não temos o documento fonte não os
podemos editar.
Muitos destes programas, como por exemplo o Power Point (programa de criação
de apresentações electrónicas), e o HyperStudio (programa de criação
de aplicações multimedia) já possuem leitores próprios ou versões de
espectador grátis (Viewers) que
em combinação com os ficheiros nos permitem visualizar os documentos por
eles criados. Têm também o inconveniente de não os podermos editar.
FTP (File
Transfer Protocol):
Um caminho para transferir ficheiros, se o projecto tem acesso a um
servidor que lhe disponibiliza espaço para a colocação / publicação
de ficheiros , é usar um programa de FTP. Qualquer participante,
definidas as condições de acesso ao servidor, pode carregar e
descarregar os ficheiros directamente do mesmo espaço virtual comum.
Se o seu fornecedor de acesso à Internet não lhe proporciona este serviço,
pode sempre optar por obter uma directoria / pasta num servidor de FTP público.
Um dos programas mais utilizados nos PC para transferência de ficheiros
através da Internet é o WS-FTP. Propomos-lhe o Guião de Operação
Elementar do WS-FTP elaborado pelo Programa Internet na Escola, que pode
encontrar em:
http://www.uarte.mct.pt/ajuda/manuais/guiaoWS.html
Muitas das páginas na
WWW apresentam ligações que evidenciam ficheiros para transferir para o
computador. Outras páginas apresentam um pequeno gráfico contendo a
inscrição “download”. Para proceder à cópia basta, na maior parte
dos casos, clicar nessas hiperligações que, de imediato, executam uma
função de FTP.
 
Locais WWW (Html):
Estes
tipos de documentos são partilhados muito facilmente. Basta ter um
navegador Internet e saber o endereço da(s) página(s) a consultar. No
entanto, é necessário saber construir as páginas em formato HTML (Hyper
Text Markup Language) e dispor de um servidor para as publicar.
Existem na Internet
bons guias para aprender a construir páginas para a Internet.
Um deles é o Atelier
WWW, criado
pela uARTE - Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa do Ministério
da Ciência e Tecnologia: http://atelier.uarte.mct.pt/
Outro espaço virtual de aprendizagem e construção de páginas
WWW pode ser encontrado nas páginas do IIE (Instituto de Inovação
Educacional): http://w3.iie.min-edu.pt/tutorial/index.htm
Nota:
As indicações que acabamos de prestar apenas se aplicam à troca de
informação entre programas que correm sobre o ambiente Windows em
computadores pessoais da família IBM-PC.
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