Vou agora propôr-te uma aventura!!!

    Os seguintes parágrafos desordenados pertencem a dois contos tradicionais portugueses, muito conhecidos: "O Caldo de Pedra" e "A Noiva do Corvo".

    Lê-os com muita atenção e o desafio que te proponho é que tentes descobrir a sequência lógica, apenas, dos parágrafos que correspondem ao conto "O Caldo de Pedra", de forma a que este fique correctamente completo.

 

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada.

O frade estava a cair de fome e disse:

  - Vou ver se faço um caldinho de pedra.

  

  E agora? Como continua a conto? Por A ou por B?

A B
  A rapariga chegou à fonte, e fez como o corvo lhe tinha dito: lavou o vestido de penas, e depois entrou na casa onde estava o velho, fingiu que via vir pelo mar uma linda embarcação; o velho chegou-se à janela e a rapariga pegou-lhe pelas pernas e deitou-o ao mar. Depois quebrou todas as gaiolas e os pássaros em liberdade tornaram-se príncipes que estavam encantados, e entre eles estava o seu marido, que era rei e lhes pôs obrigação de a servirem toda a vida.   E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo.

  A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:

  - Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

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  Então e agora? Como continua o conto? Por C ou D?

C D
   Responderam-lhe:

  - Sempre queremos ver isso.

  Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:

  - Se me emprestassem aí um pucarinho...

  Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

  Havia numa terra uma mulher, que tinha em sua companhia um corvo. Defronte dela moravam três raparigas muito lindas. Como o corvo queria casar, mandou falar à mais velha; respondeu-lhe que não, e o corvo, raivoso, arrancou-lhe os olhos. Sucedeu o mesmo com a segunda, até que a terceira sempre se sujeitou a casar com o corvo.
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Qual é a continuação agora? E ou F?

E F
- Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas...

  Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:

  - Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!

  Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via.

  A rapariga chegou à fonte, e fez como o corvo lhe tinha dito: lavou o vestido de penas, e depois entrou na casa onde estava o velho, fingiu que via vir pelo mar uma linda embarcação; o velho chegou-se à janela e a rapariga pegou-lhe pelas pernas e deitou-o ao mar. Depois quebrou todas as gaiolas e os pássaros em liberdade tornaram-se príncipes que estavam encantados, e entre eles estava o seu marido, que era rei e lhes pôs obrigação de a servirem toda a vida.
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Como será agora a continuação? O parágrafo G ou o H?

G H
   Havia numa terra uma mulher, que tinha em sua companhia um corvo. Defronte dela moravam três raparigas muito lindas. Como o corvo queria casar, mandou falar à mais velha; respondeu-lhe que não, e o corvo, raivoso, arrancou-lhe os olhos. Sucedeu o mesmo com a segunda, até que a terceira sempre se sujeitou a casar com o corvo.    O frade, provando o caldo:

  - Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.

  Também lhe deram o sal. Temperou, provou e disse:

  - Agora é que, com uns olhinhos de couve, ficava que até os anjos o comeriam.

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Vamos lá a ver agora! Qual será a continuação? I ou J?

I J
   A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos e deitou as folhas na panela. Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:

  - Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!...

  Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo.

  A pobre rapariga ficou sozinha toda aquela noite, e logo que amanheceu foi comprar uns sapatos de ferro e meteu-se a correr o mundo. Tinha os sapatos quase estragados de andar, quando encontrou um velho e lhe perguntou se não tinha visto um pássaro. O velho respondeu:

  - Eu venho da fonte da Madrepérola, onde estavam bastantes.

  Ela continuou o seu caminho, e antes de chegar à fonte ali encontrou um corvo que lhe disse:

  - Olha, se quiseres salvar o rei, vai à fonte, onde estará uma lavadeira a lavar um vestido de penas, tira-lho e lava-o tu. Ao pé da fonte está uma casa, e um velho que a guarda; entra aí, mata o velho para poderes quebrar todas as gaiolas e dar liberdade aos pássaros que ele tem lá presos.

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Estás quase a chegar ao fim! Como terminará este conto? Será K ou L?

K L
   Comeu e lambeu o beiço.

  Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo.

  A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:

  - Ó senhor frade, então a pedra?

  - A pedra... Lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

  E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

  Tempos depois de já viverem na sua casa, a rapariga falou a uma vizinha no seu desgosto de estar casada com um corvo; a vizinha aconselhou-lhe que lhe chamuscasse as penas, porque podia ser obra de encantamento, e assim se quebraria. Quando à noite se foram os dois deitar, a rapariga chegou a candeia às penas do corvo; ele acordou logo, dando um grande berro:

  - Ai, que me dobraste o encantamento! Se me queres salvar, vai pôr-te àquela janela, e todos os pássaros que vires, chama-os e pede-lhes assim: «Venham, passarinhos, venham despir-se para vestir el-rei que está nu.»     De facto os passarinhos começaram a vir poisar na janela, e cada um deixava cair uma pena com que o corvo se foi cobrindo. Depois que ficou outra vez emplumado, o corvo bateu as asas e desapareceu, dizendo para a mulher: «Agora se me quiseres tornar a ver, sapatos de ferro hás-de romper.»

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Parabéns!!!!

Finalmente chegaste ao final!!!!

Lê agora o conto todo completo!