Lendas de Portugal

Com a Escola EB 1 nº29 de Lisboa e a Escola de Caxinas (Vila do Conde) - Porto

 

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Há muitos anos, passando em Portugal, uma família de peregrinos foi hospedar-se numa estalagem dessa mesma cidade, levando consigo um saco cheio de farnel.
Mas como o estalajadeiro era muito ganancioso chamou a polícia dizendo que a família de peregrinos o tinham roubado.
Quando chegou a polícia disseram ao chefe da família de peregrinos que ele estava condenado á morte.
O chefe dos peregrinos disse:
- É tão verdade eu estar inocente como este galo cantar!
E o mais engraçado de tudo, é que o galo ao chefe da família dizer isso o galo cantou mesmo.
E agora além da tradição oral, existe também a canção, a estátua do nosso Sr. do galo e o galo feito de barro colorido. Esta estátua do nosso Sr. do galo situa-se à saída de Barcelinhos.

João Gonçalo e João Pedro
Escola EB 1 nº 29 de Lisboa

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André
Escola EB 1 nº 29 de Lisboa

 

 

 

Lenda da Fonte da Prata 
 
Era uma vez um guerreiro chamado Henriques que tinha
uma mulher chamada Maria.
Mas um dia, os soldados do castelo prenderam o guerreiro sem a  mulher saber.
Noutro dia os soldados foram  à  casa da  D. Maria, e disseram- lhe:
- O   seu marido está na prisão! 
Nesse dia  ela foi para o castelo e começou  a chorar muito, muito...
De tanto chorar fez das suas lágrimas uma fonte que se chama: 
Fonte da Prata.
E assim ficou  a lenda da fonte que toda a gente conta, e conhece aqui em Elvas. 
 
Nota: a Fonte da Prata fica situada junto da nossa Escola.
 
Alunos da Professora Maria de Lourdes Sequeira.
Escola EB 1 nº 1 de Elvas (Boa-Fé)

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Eva e Armandina
Escola EB 1 nº 29 de Lisboa

 

A lenda de Santa Prisca 

Conta-se que há muito tempo vivia em Roma uma rapariga chamada Prisca que era católica e naquela rua quem fosse católica era castigada.
Um dia Prisca foi chamada á presença do rei para que renegasse à sua religião mas ela não quis e por esse motivo foi decapitada.
O seu corpo depois de ser decapitado foi tapado com um manto branco, mas pela manhã um milagre aconteceu.
Quando foram buscar o corpo de Prisca estava intacto e diz-se que foi a fé que ela tinha no seu Deus que a protegeu. Depois diz-se que se vê uma imagem orando nas colinas.

Pesquisa efectuada por Núria Isabel.
Professora Maria de Lourdes Sequeira.
Escola EB 1 nº 1 de Elvas (Boa-Fé)

 

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João Pedro S. e Vasco Silva
Escola EB 1 nº 29 de Lisboa

Há muitos anos havia um pastor que todas as noites se encontrava com uma estrela no alto da serra.
Um certo dia chegou aos ouvidos do Rei que o pastor falava com essa estrela e o Rei mandou chamar o pastor e propôs-lhe que trocasse a sua estrela por uma grande riqueza.
O pastor disse-lhe que não trocaria a sua amiga, e que antes queria continuar a ser pobre do que perder a sua querida estrela.
O pastor voltou à sua cabana no alto da serra e ouviu a estrela dizer que já sentia receio do pastor se entusiasmar pelo dinheiro e deixar a estrela ir para as mãos do poderoso Rei.
O pastor disse-lhe que vale mais uma amiga do que muito dinheiro e disse-lhe também com voz de profeta que daí em diante aquela serra se chamaria "Serra da Estrela".
E até agora diz-se que no alto da serra há uma estrela que brilha de maneira diferente, ainda à procura do velho pastor.

João Pedro S. & André
Escola EB 1 nº 29 de Lisboa

 

LENDA DE VILA DO CONDE E DO RIO AVE


Era uma vez um Conde que vivia numa terra situada à beira- mar.
Certo dia partiu para caçar e acabou por ficar numa serra cuja paisagem o fascinou.
Era uma serra calma, com árvores aqui e além, dando ao local um aspecto belo e acolhedor, de vez em quando quebrado pelo chilreio das aves.
Andava o Conde a caçar quando foi surpreendido por uma imagem deslumbrante...
Uma bela e angélica pastora guardava um rebanho de cabras. O Conde depressa se enamorou pela formosura da pastora e ela correspondia inteiramente ao amor do Conde.
Mas o Conde tinha que regressar à sua terra e a pastora estava tão triste, tão triste que disse ao seu amado Conde, que adoraria ser ave para poder voar, para ir visitá-lo... Despediram-se e a bela pastora chorou tanto, tanto que as suas lágrimas formaram uma nascente, que correu até à terra situada à beira-mar onde vivia o seu Conde.
É esta lenda do Rio Ave que nasce na Serra da Cabreira e desagua em Vila do Conde.

 

O CROCODILO (Lenda de Timor)

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Num dia, um crocodilo que gemia de infelicidade viu que a morte estava perto.
Um rapaz, que estava a tomar banho, ouviu os seus gemidos e com vontade foi ajudá-lo.
O rapaz viu que o crocodilo pesava pouco, pegou nele e levou-o para a água.
O crocodilo, satisfeito e alegre, não sabia como agradecer ao rapaz, disse:
- «Quando algum crocodilo fizer-te mal, não hesites e chama por mim, eu correrei a salvar-te.
Para me lembrares dizes assim:
- Amigo, lembra-te do bem de que te fiz - eu virei logo oferecer-te o meu dorso.
Se quiseres passear agora pelo mar, eu levo-te».
O menino confiava no crocodilo e aceitou.
Quando o menino voltou para casa já era tarde.
Foi sempre assim, até que um dia o crocodilo teve desejo de o comer, mas por outro lado lembrou-se do bem que o rapaz tinha feito e foi pedir conselhos aos animais do mar:
- Devemos fazer bem ou mal a quem nos fez bem?
E todos responderam que devemos fazer bem.
O crocodilo não ficou contente com aquela resposta, e então foi pedir os mesmos conselhos aos animais da terra.
E todos lhe deram a mesma resposta.
Então chegou a vez de ir perguntar ao macaco.
O macaco saltava e pulava e, arregalando os olhos, perguntou admirado:
- O que dizes tu?!
E o crocodilo repetiu o que perguntou aos outros animais.
O macaco muito admirado deu-lhe um grande sermão:
- Tu queres comer o teu amigo que, quando um dia, estavas prestes a morrer à seca do sol, o rapaz pegou em ti e transportou-te para o mar e tu, em paga, queres comê-lo?
Fugindo de tão feio pensamento do crocodilo, o macaco foi para cima da árvore.
O crocodilo ficou tão envergonhado que não pensou mais naquela ideia.
Depois foi ter com o amigo e disse.
- Amigo, o favor que me fizeste, nunca te poderei pagar, em breve vou morrer e tu e os teus descendentes devem voltar para terra e comer a minha carne.

Os naturais de Timor dizem que a sua ilha tem a forma de um crocodilo, e os velhos chamam ao crocodilo antepassado ou avô.

 

Vila do Conde, Caxinas , 14 de Maio de 1999
Miguel da Cruz Dourado
Victor Hugo Maciel F. Ferreira

 

Lenda dos Corredores de Fado


Antigamente, diz a lenda, que os pais que tivessem sete rapazes ou sete raparigas todos seguidos, o mais velho tinha de ser padrinho do mais novo, se não o mais novo ia "correr o fado", ou seja, à meia-noite ele ou ela transformava-se num animal. Depois, quando chegava à porta de uma pessoa que sabia que ia aparecer o "corredor", ele ou ela (corredor) ia espreitar pela fechadura da porta. O dono da casa já tinha em seu poder um objecto para o picar.
Consta que uma vez, um "corredor" foi picado na vista, depois, quando acabou o "fado" e se transformou novamente na pessoa que era, verificou que estava cego dessa vista e foi agradecer à pessoa que lhe quebrou o "fado".

Escola de Caxinas - Vila do Conde

A recolha desta lenda da tradição oral da nossa localidade foi feita por
Miguel da Cruz Dourado e Daniel Filipe Passos Dourado
Alunos da Professora Conceição Ferreira

 

O Cavaleiro Valente dos Arcos da Amoreira


Contam as pessoas idosas, que em tempo de Reis, no Castelo de Elvas reinava um rei e sua filha.
Diz a lenda que a filha do rei conhecera um cavaleiro pelo qual se apaixonou.
Naquele  tempo não era permitido que a filha do rei se casasse com nenhum rapaz que não pertencesse à realeza.
Como o cavaleiro e a princesa se amavam, o rei decidiu , impor uma prova de  valor ao cavaleiro .
O rei mandou chamar à sua presença o cavaleiro , dizendo-lhe que se ele conseguisse roubar, o estandarte de Espanha , e lho trouxesse, lhe concedia a mão da princesa.
O cavaleiro ouvindo isto, alimentou o seu cavalo  durante vários dias a favas.
Quando chegou o dia, da festa de Espanha ,o cavaleiro partiu cavalgando dia e noite sem parar.
Quando,este chegou à festa roubou o estandarte e regressou cavalgando sem parar .
Ao chegar a Elvas dirigiu-se ao Castelo .Para sua supresa o Castelo estava fechado, por ordem do Rei.O cavaleiro não sabendo o que se passava cavalgou todas as muralhas em volta do castelo procurando uma entrada aberta mas não conseguiu.
Desesperado fugiu da perseguição dos espanhóis, mas o seu cavalo 
cansado rebentou, dando então hipótese à sua captura e morte.
Antes de morrer disse:
- Morra o homem e deixe a fama.

Carlos Camoesas
Dos alunos do 3º ano da E B 1, nº1 de Elvas
Professora:Mª de Lourdes Sequeira

 

Lenda de D. Sebastião


Há muitos, muitos anos atrás houve uma batalha chamada Alcácer-Quibir.
Nesse tempo havia um Rei chamado D.Sebastião que reinava em Portugal.
O D. Sebastião não se podia negar de ir a essa batalha.
Juntou a sua tropa preparada para tudo.
O Rei D. Sebastião deu o sinal de fogo e os soldados correram.
Sangue derramava nas suas espadas, caiam no chão cobertos de sangue.
Era uma manhã coberta de nevoeiro, a tropa de Portugal venceu mas o Rei D. Sebastião tinha desaparecido.
As pessoas sabiam que ele tinha desaparecido mas não sabiam como ele desapareceu.
Pensaram que como essa manhã estava nevoeiro que ele voltava a aparecer um dia.

Turma do 3º ano da Profa. Lourdes Sequeira

 

Origem dos Javalis


Jesus e S. Pedro iam caminhando pelo mundo na sua peregrinação, vendo e julgando as coisas e encontraram quatro leitões nédios e lustrosos em um escampado.
Jesus disse:
- Coitadinhos, por aqui perdidos.
Pedro, toma conta deles, porque com certeza te digo que eles não têm nenhum dono; dá-os a criar de meias e com certeza nalgum casal devem querer ficar com eles.
S. Pedro, sempre aproveitado, lembrou-se do ditado «Quando te derem o bacorinho, bota-lhe logo o baracinho», e foi tocando com uma varinha os quatro bacorinhos.
Chegando a uma quinta, onde lá estava uma mulher à porta, S. Pedro propôs-lhe o contrato:
- Você pode tomar conta destes animais, trata-os e , quando passarmos daqui a um ano, fazemos as partilhas.
Os leitões cresceram, ficaram mais gordos, e já davam um grande lucro na feira. Eis que ao fim de doze meses passaram os dois peregrinos. A aldeã , assim que os viu ao longe, foi esconder na pocilga os dois porquinhos mais gordinhos. S .Pedro tocou ao batente da porta, e apareceu a mulher.
Cá estão dois porquinhos bonitos, os outros dois deu-lhes um ar e morreram.
O Divino Mestre afastou os olhos da mulher, e disse como sentença:

Pois estes dois aqui estão.
Só teus e nossos serão:
E os que tens além fechados
Por essas serras irão,
E em feras serão tornados.

Extraído do livro de Teófilo Braga - Contos Tradicionais do Povo Português (Alentejo)
Recontaram: DORES E ADELAIDE

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TEÓFILO BRAGA
(autor desta Lenda Alentejana)


TEÓFILO BRAGA chamava-se Joaquim Fernandes Braga, nasceu em 24 de Fevereiro de 1843, em Ponta Delgada, Açores e morreu com 81 anos, a 28 de Janeiro de 1924.
Foi um poeta com uma imaginação sublime. É, porém, aos seus notáveis e copiosos estudos sobre as tradições populares e o folclore nacional e, principalmente, sobre a literatura portuguesa que este escritor deve a sua grande reputação e autoridade.
Esta obra "Contos Tradicionais do Povo Português", em dois volumes, foi editada em 1883.
Quando foi implantada a República (1910) Teófilo Braga presidiu ao Governo Provisório, e foi Presidente da República, em 1915.
Escreveu o seu primeiro livro "Folhas Verdes" em 1858, que ele próprio compôs na tipografia para ser impresso.

Os alunos da Professora Conceição
Escola do 1º CEB de Caxinas - Vila do Conde

 

Lenda de S. Cristovão

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Conta a lenda que um barqueiro que se chamava Óforos estava a consertar o seu pequeno barco quando um menino lhe pediu para o levar até à outra margem do rio.
O barqueiro tentou de novo consertar o barco mas não conseguiu.
Nesse momento o menino disse:
- podes levar-me até à margem; afinal uma criança não pesa assim tanto para levar ao ombro.
O barqueiro disse que ele tinha razão e pôs o menino ao ombro.
Mas o menino pesava tanto que ele atravessou o rio com as costas curvadas.
Quando chegou à outra margem do rio estava tão cansado que desabafou:
- Menino afinal eras tão pesado que tive a sensação que trazia o mundo às costas.
- Pois bom homem foi exactamente o que trouxeste ao ombro.
E o menino desapareceu.
O barqueiro já estava tão admirado com o menino pesar tanto que quase desmaiou de espanto ao ver o seu barco consertado.

Eva 8 anos e AMANDINA 8 anos

 

Milagre Rainha Santa Isabel


Diz  a história que no tempo em que reinava em Portugal o Rei D. Dinis, marido da Rainha Santa Isabel, os pobres daquela época íam pôr-se à porta do Castelo, pedindo esmola.
Essa mesma esmola era negada pelo Rei.
Mas como a Rainha Dª Isabel era muito bondosa  vinha  às escondidas do seu marido dar esmola e pão aos pobres.
Só que um dia o Rei encontrou-a quando ela  ia dar esmola e perguntou :
- Que levas  no manto, Rainha minha ?
E a Rainha com medo porque que o Rei não queria que ela desse esmola respondeu :
- São rosas meu Rei.
Então, o Rei pediu à Rainha que lhe mostrasse.
A Rainha cheia de medo mas com  muita fé em Deus abriu o manto e dele cairam rosas vermelhas .
Surpreso o Rei e todos os presentes pois não era época de rosas, dera-se então um  milagre: o milagre das rosas .

Os alunos do 3º ano da turma da
professora Maria de Lourdes Sequeira