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Bufo Real
O meu nome vulgar: Chamo-me Bufo Real
O meu nome científico é:
Bubo bubo
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Como sou:
Sou muito semelhante ao mocho, pela presença de penachos(orelhas),
sou no entanto a ave de rapina nocturna de apreciáveis dimensões,
podendo atingir 1,70 m de envergadura. |
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Como e onde vivo:
Sou uma ave solitária, formando casais sedentários
e territoriais durante todo o ano.
Vivo em territórios que protejo e marco através das
minhas poderosas e características vocalizações (um "HOO-o"
audível a mais de 5 km), fazendo-me ouvir mais frequentemente durante o
Inverno, altura em que se inicia a minha época de reprodução.
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Como me alimento:
Caço ao anoitecer, alimentando-me de ouriços
cacheiros, lebres, coelhos, roedores e aves, tendo no entanto um
espectro alimentar muito vasto que inclui um grande número de
mamíferos carnívoros (por exemplo raposas, gatos e cães) e aves de
rapina diurnas e nocturnas. Este papel de superpredador ou predador do
topo da cadeia alimentar (só partilhado na Europa, pelo Lobo e a
Águia-real), faz com que seja uma espécie muito importante nos
ecossistemas onde habito, pois controlo o número e densidade de outras
espécies de predadores. Além disso, por ser uma espécie sensível às
actividades e interferências humanas no meio, sou uma espécie-chave do
ecossistema onde habito, tendo uma grande relevância como
espécie-indicadora da qualidade ecológica dos ecossistemas. |
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Como me reproduzo:
Nidifico em cavidades nas rochas ou em troncos de
árvores. Normalmente a postura é de 2 a 4 ovos brancos, sendo o
período de incubação de 34 a 36 dias. Os pequenos bufos passados 20
dias já se movimentam nas rochas e passados 34 a 60 dias começam a
voar.
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Porque estou em vias de extinção:
Actualmente estou em vias de extinção devido
principalmente à perseguição humana, ou seja, pela perseguição
directa que lhe é movida por ser tida como uma espécie
"destruidora da caça" ou pela rarefacção das minhas presas
principais e de zonas desabitadas e inóspitas que necessito para
sobreviver.
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O que podes fazer para me salvar:
Sensibiliza as pessoas e informa-as sobre o perigo de
extinção da minha espécie para que daqui a muitos anos numa noite de
Inverno e no vale inóspito de um rio algures em Portugal, um dos sons
mais belos da natureza: o cantar de um casal de bufos reais em plena
corte nupcial se faça ouvir prometendo o início de uma nova vida.
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Trabalho realizado por Maria Luís Duro - 4º ano
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