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Lontra
O meu nome vulgar: Chamo-me
Lontra
O meu nome científico é: Lutra lutra
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Como sou:
Tenho o pescoço reduzido, embora largo, e uns olhos pequenos
e vivos ladeados por duas pequenas orelhas. O meu focinho apresenta longos
pêlos sensoriais - as vibrissas. A minha cauda é longa, espessa, achatada na
base e a afunilar suavemente até à ponta, constitui o meu principal órgão
propulsor quando me movimento dentro de água, servindo simultaneamente de leme.
As minhas patas são curtas e vigorosas, com cinco dedos unidos por uma membrana
interdigital, o que me proporciona uma natação rápida e vigorosa. O meu pêlo
é de cor castanha escura em quase todo o corpo, à excepção da região do
ventre, que é mais clara. Possuo por vezes uma mancha clara (creme ou mesmo
branca), por debaixo do queixo e que se pode estender até à garganta. Esta
pelagem, espessa e sedosa, é constituída por duas camadas de pêlos, a mais
externa responsável pela impermeabilização e a mais interna pelo isolamento
térmico. Quando nado, a posição elevada das minhas narinas e dos meus olhos
permite manter-me à superfície sem ser notada. Quando mergulho, os ouvidos e
as fossas nasais são fechados hermeticamente, e ajusto a curvatura do
cristalino, o que me permite a visualização de imagens focadas dentro e fora
de água.
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Como e onde vivo:
Vivo na margem dos rios, onde a existência de vegetação me
permite construir abrigos. Muitas vezes aproveito tocas abandonadas por outros
animais, ou refugio-me em troncos velhos ou nas raízes das grandes árvores.
Crio um sistema de galerias com várias entradas, umas subaquáticas e outras ao
nível do solo. O macho da minha espécie mede em média 120 cm e pesa entre 9 e
14 kg, sendo a fêmea ligeiramente menor e mais leve.
Sou um animal essencialmente nocturno ou crepuscular,
silencioso e de difícil observação.
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Como me alimento:
A minha dieta é feita essencialmente de peixe, embora
também possa consumir anfíbios, répteis, aves aquáticas, mamíferos,
insectos e crustáceos
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Como me reproduzo:
Reproduzo-me durante todo o ano, mas acasalo sobretudo na
Primavera e no final do Inverno. A gestação dura 9 semanas e nascem duas a
três crias que permanecem com a mãe até á idade de uma ano.
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Porque estou em vias de extinção:
Estou em vias de extinção sobretudo devido à poluição
das águas e à destruição dos meus habitates naturais.
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O que podes fazer para me salvar:
Sensibiliza as pessoas para a necessidade de preservar a
minha espécie.
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Trabalho realizado por Fátima
Marques - 4º ano Para
saber mais sobre a Lontra 
URL : http://www.minerva.uevora.pt/mertola/lontra/
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