Conhecer para Proteger: Animais em via de Extinção

 


Víbora Cornuda

O meu nome vulgar: Chamo-me Víbora Cornuda.

O meu nome científico é: Vípera latastei

Como sou: 
O meu focinho apresenta um apêndice inconfundível que está na origem do meu nome. Sou relativamente pequena, uma vez que meço apenas 70 cm. O meu dorso apresenta uma cor variável, sendo em geral cinzenta ou parda, no entanto o meu ventre é esbranquiçado ou cinzento. O desenho do meu dorso consiste numa banda dorsal escura, disposta em zig- zag.

Sou uma espécie venenosa e a minha mordedura pode mesmo provocar a morte, dependendo do lugar onde mordo e do veneno que injecto.

Como e onde vivo: 
Vivo em locais rochosos ou pedregosos, com solos arenosos e vegetação que me possa servir de refúgio. Posso ser encontrada em bosques pouco densos, carvalhais, pinhais e zonas de matagal.

Normalmente vivo no solo, deslocando-me por ondulações laterais do meu corpo, no entanto também trepo arbustos, principalmente no Verão, permanecendo aí imóvel durante bastante tempo.

Sou uma espécie essencialmente diurna, no entanto no Verão opto por uma vida essencialmente nocturna.

O meu dia começa muito cedo, porque gosto de apanhar os primeiros raios solares juntos dos ribeiros, caminhos de pedras e outros lugares pouco cobertos.

No Inverno refugio-me debaixo de grandes pedras, de montões pedregosos ou de lenha.

Sou um animal lento, no entanto a minha investida é extremamente rápida e certeira.

Como me alimento:
A minha dieta é feita de lagartos, aves e micromamíferos.

Como me reproduzo:
A minha época de reprodução tem início na Primavera. Sou uma espécie ovovivípara, pelo que no final do Verão a fêmea da minha espécie pare de 5 a 8 crias. Quando nascem, estas crias medem entre 15 e 20 cm de comprimento total, no entanto apesar do seu tamanho são igualmente perigosas, pois possuem menos veneno que os adultos, mas está mais concentrado.

Porque estou em vias de extinção:
Um dos factores de morte da minha espécie é o atropelamento nas estradas o outro é o extermínio deliberado por parte do homem, devido ao medo que lhe provoco ou para efeitos de coleccionismo ou de comércio, uma vez que o homem acredita que se possuir a minha cabeça tem muito mais sorte.

O que podes fazer para me salvar:
Informa as pessoas sobre a necessidade de preservar a minha espécie e sempre que fores no carro e me vires a atravessar a estrada, pede ao condutor que pare e me deixe seguir o meu caminho.

Trabalho realizado por Sónia Remédios - 4º ano