Dependência e desabituação tabágica
O tabaco é uma droga porque provoca dependência. A substância que provoca a dependência é a nicotina.
O vício de fumar tem-se revelado impossível de combater porque se trata de uma substância com características estimulantes, semelhantes às da cocaína, dando dependência física e psíquica.
Não é fácil deixar de fumar. A nicotina provoca dependência por meio de processos semelhantes aos da cocaína, álcool e heroína, tem características que preenchem os critérios das drogas aditivas: uso compulsivo, efeitos psicoactivos e comportamento reforçado pela droga, tolerância e dependência física, manifestada por uma síndroma de abstinência.
Os sintomas de privação incluem entre outros a necessidade imperiosa de fumar, irritabilidade, agressividade, ansiedade, dificuldade de concentração, dores de cabeça, aumento do apetite, tonturas.
A cessação de fumar tem benefícios de ordem física (desaparecimento do cheiro a tabaco, aumento do paladar, diminuição do risco e doenças), psicológicos e económicos.
A desabituação da nicotina não é fácil e necessita muitas vezes, intervenção e acompanhamento por profissionais de saúde especializados - médicos, enfermeiros, psicólogos -, assim como terapêutica comportamental e/ou farmacológica.
Os adolescentes que fumam podem deixar de fumar com facilidade e basta parar de fumar para o conseguir pois não estão verdadeiramente de pendentes do tabaco.
A "Luta Antitabágica" constitui importante "problema" de Saúde Pública. As Consultas de Desabituação Tabágica devem ser aconselhadas como medida preventiva para deixar de fumar, há que implementar mais acções de informação e de educação da população em geral, alertando-se para o perigo do tabaco, através de conferências, de recomendações escritas em brochuras, em folhetos, em artigos, quer nos jornais públicos diários, quer nos ligados à Saúde, assim como em anúncios na televisão e na rádio. Outras acções preventivas devem consistir na política de impostos sobre o tabaco, no aumento do seu preço e nas proibições: da venda a menores; da sua publicidade; de fumar em locais públicos (unidades de saúde, escolas, recintos fechados, etc)
Aos pais deve ser dirigida uma mensagem especial:
não permitam, que se fume, em suas casas;
não fumem (se os pais forem fumadores) em presença dos seus filhos, qualquer que seja o local, onde se encontrem;
não permitam, que as crianças mexam em objectos associados com o tabaco, como isqueiros, cinzeiros, caixas de tabaco;
avisem os seus filhos sobre os malefícios do tabaco.
Aos jovens:
Aprende a resistir às pressões para fumar;
Recusar uma oferta é um direito;
Fumar tem um impacto negativo (directo e indirecto) no ambiente.
Não fumar é que está na moda;
São várias as alternativas ao tabaco: conversar, ouvir música, ler, passear, namorar...
A luta contra o tabaco atinge
todo o País.
Se Portugal conseguir alertar a sua juventude, milhares de contos deixarão de
ser consumidos anualmente no tratamento de doenças provocadas pelo fumo do
cigarro. O jovem dum modo geral começa a fumar por um acto de rebeldia ou
afirmação. Hoje, com o desenvolvimento de práticas desportivas, seria mais
saudável que a juventude procurasse sua afirmação através do desporto ou de
manifestação artísticas, que fazem bem ao organismo, à mente e ao espírito.