Do Logo aos ambientes
exploratórios actuais: duas décadas de inovação em ambientes
de aprendizagem
Vitor Duarte Teodoro
Faculdade de Ciências e
Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, 2825 Monte de Caparica,
Portugal
vdt@mail.fct.unl.pt
Ainda antes de existirem computadores
pessoais, um grupo de educadores influenciados
simultaneamente pelas concepções pedagógicas de Piaget
e pelos desenvolvimentos nas linguagens de programação,
criou um ambiente de aprendizagem baseado em computadores
que se viria a revelar um dos maiores sucessos na década
de 80: o Logo. O entusiasmo da comunidade educativa pelo
Logo reduziu-se substancialmente na década de 90, apesar
da notável evolução que este sofreu, adaptando-se a
ambientes de computação distribuída e multimédia.
Ainda no final da década de 80 surgiram novos ambientes
de aprendizagem, que de algum modo se podem considerar
como sucessores do Logo, apesar de não se basearem em
programação mas sim em manipulação directa de
objectos gráficos (é o caso do Cabri Géométre,
do Geometer's Sketchpad e do Interactive
Physics). Actualmente assiste-se à inclusão de
áreas exploratórias em muitos títulos multimédia,
combinando as potencialidades de exposição e
apresentação com as potencialidades de exploração que
só o computador permite. Após duas décadas de
inovação em ambientes de aprendizagem apoiados em
computador, há já reflexão e produtos suficientes para
se sistematizarem as potencialidades e as limitações
deste tipo de ambientes de aprendizagem e para se
identificarem linhas de desenvolvimento para as próximas
décadas.