Homo Sapiens Videns
Luis Freches dos Santos
Antonio J. Neto
Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora
A história mostra-nos que as civilizações se desenvolveram a partir da oralidade e da escrita (ideográfica, pictográfica e alfabética). A passagem de umas instncais a outras fez-se através de saltos tecnológicos que, ao longo dos tempos, têm sido temidos e, mesmo, em alguns casos, recusados.
A era de Gutenberg perdurou séculos. Os livros, essencialmente os escolares-universitários, tem-se apresentado como resultado do pensamento e do trabalho do homem sapiens. No entanto, quando comparados com as demais obras publicadas, são autênticos Ladas-Nivas, distantes do actual parque automóvel; requintado e refinado.
A era do audiovisual, celebrada na pujança do fósforo do tubo de raios catódicos dos receptores televisivos, transformou o homem sapiens em homo videns; de pensador em visionador.
A era informática veio disponibilizar ambientes de trabalho que evoluíram graficamente e que, de algum modo, a semelhança dos demais apetrechos produzidos pelo homem e para o homem, são resultado do pensamento humano.
E, como tal, devem conjugar as duas perspectivas. Assim, os produtos informáticos, nomeadamente os aplicáveis à educação e ao ensino devem dirigir-se ao homem sapiens videns, ideia cujo desenvolvimento deverá constituir o núcleo fundamental desta comunicação.
Desenvolveremos esta ideia com base em três linhas de força: a evolução da psicologia e do conhecimento que temos da aprendizagem; a evolução da comunicação e dos meios de comunicação; e, a evolução da informática, no que diz respeito aos interfaces. Da evolução realizada nestas áreas retira-se que o aspecto fundamental da comunicação homem-homem mediada a por equipamentos lógicos e físicos deve sustentar-se em determinados tipos de estruturas, próximas daquelas que se aceitam como mais adequadas a aprendizagem e, pela facilidade de recepção de informação, deve orientar-se por elementos de visuais.