FaqPerguntas mais frequentes sobre desenvolvimento de actividades e projectos

Em comunidades desta natureza, onde os intervenientes estão a maior parte do tempo geograficamente distantes e onde a comunicação e a partilha é (em grande parte) suportada por meios telemáticos, não existem “receitas” absolutas para todos os problemas. Contudo, são ingredientes fundamentais o bom senso, a experiência que se vai acumulando, a reflexão crítica e a capacidade de cada um nós conseguir, com muita paixão e imaginação, ultrapassar as dificuldades e os desafios.

Neste espaço, publicamos uma selecção de perguntas e respostas que consideramos serem do interesse desta comunidade e que foram anteriormente colocadas no espaço de Consultório. De modo a não inibir a consulta dos colegas, omitimos a respectiva identificação.


P: Tenho um projecto na minha turma do 1º Ciclo. Para o desenvolver, preciso de 3 ou 4 parceiros de zonas geográficas distintas. Como posso utilizar o Colaboratório do Núcleo Minerva para conseguir os parceiros?


R: Pode começar por enviar uma mensagem para a área de Anúncios do Colaboratório (visitada por outras instituições e escolas do país). Nesta mensagem é conveniente que se apresente, que diga qual é a escola em que trabalha, a turma do 1º Ciclo que lecciona, as características gerais dos parceiros que deseja envolver no seu projecto (região do país ou estrangeiro, idades, nível de escolaridade dos alunos, número de participantes...) e que descreva muito sinteticamente o projecto (objectivos principais, tipo de actividades a desenvolver, regularidade das interacções, duração, etc.).

Nesta fase, o trabalho da nossa equipa (Núcleo Minerva) consistirá em dar visibilidade à sua iniciativa junto de colegas de outras redes educativas (Centros de Competência Nónio, Universidades, Escolas Superiores de Educação, Direcções Regionais de Educação, European SchoolNet, Kidlink,...), que mantêm um contacto privilegiado com as escolas das suas regiões de influência e que podem mais facilmente indicar-nos potenciais parceiros de trabalho.

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P: O que é uma comunidade de prática?


R:  De um modo muito genérico, as comunidades de prática são constituídas por parceiros (pessoas e/ou instituições) que têm objectivos, interesses, preocupações ou problemas comuns e que voluntariamente decidem partilhar as suas ideias, experiências e conhecimento, num processo dinâmico de interacção, descoberta e aprendizagem.
 
Deste modo, uma comunidade de prática pode ser descrita a partir de três dimensões:
- Empreendimento comum
- Envolvimento mútuo
- Partilha de repertórios e tarefas
 
Nas comunidades de prática que procuramos ajudar as escolas e/ou os agrupamentos a construir, a comunicação entre os parceiros e a partilha de trabalhos pode estar (em grande parte) assente na utilização de meios telemáticos (computadores e telecomunicações).

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P: Se percebi bem, um dos objectivos do Programa de Acompanhamento para este ano é a constituição das denominadas "comunidades de prática". Gostava, neste âmbito, de participar num projecto (simples) que implicasse a comunicação entre os meus alunos e outros alunos do mesmo ano de escolaridade. Tenho algumas ideias, mas estou um pouco perdida, não sei bem por onde começar. Podem dar-me algumas pistas?


R: Agarre numa folha em branco e comece a lançar/identificar ideias (uma unidade didáctica do programa, um tema de interesse interdisciplinar, uma necessidade, um problema, um objectivo que pretenda alcançar, um produto que deseja criar, uma proposta dos alunos, colegas, direcção da escola, familiares,...). Pense também nas tarefas a realizar, nos recursos disponíveis, no tempo a dedicar ao projecto, nas características da turma/escola a convidar para colaborar no projecto, etc.

Inspire-se na nossa lista de temas!

Uma boa prática consiste em apresentar aos alunos ou a outros colegas uma descrição do projecto e acolher as suas ideias, motivações, sugestões. Passar por este processo pode ser muito importante pois dá-lhe previamente indicações sobre o interesse e a expectativa que o projecto pode gerar no futuro parceiro.

Contudo, estas "receitas" não são estanques! Como diz Teresa d'Eça (2002), todos os professores sabem da experiência própria que no ensino não há lugar para fórmulas estabelecidas ou poções mágicas, apenas para experimentação e adaptações pessoais e pontuais de experiências, modelos, estratégias ou técnicas vividas por cada um de nós ou por outros.
 

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P: O envolvimento dos alunos num  projecto colaborativo através da Internet, deve iniciar-se apenas na fase de implementação (após identificação do tema/problema, planificação detalhada das actividades, organização dos recursos e contactos com os parceiros, etc.) ou deverá ter lugar desde o início?



R: Sempre que possível, a participação dos alunos deve verificar-se desde o inicio, ou seja, desde a fase de lançamento do tema/problema e de concepção do projecto. Desse modo estamos a assegurar o seu envolvimento,  identificação e compromisso futuro em todas as fases de desenvolvimento do projecto.
Alguns professores começam sempre por apresentar um esboço de projecto aos seus alunos, colegas da Escola/Agrupamento, amigos, conhecedores dos domínios em estudo ou especialistas em desenvolvimento de projectos educativos em rede. Trocar ideias com um grupo alargado de pessoas, mesmo que informalmente, pode ajudar a burilar arestas, clarificar acções, expandir as oportunidades de colaboração e, assim, contribuir para o sucesso do projecto.

 

 

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Actualização:  Janeiro, 2006